Não liga daqui
Emergência vermelha
O número certo, escrito. Picada de cobra, assalto, pessoa passando mal, fogo, enchente. Você disca no teclado. Esta aba não faz a ligação.
Nenhum número abaixo é um link. O telefone não disca sozinho ao tocar na tela. Leia, memorize o que cabe, e ligue você. Se o perigo é agora, não procure o número perfeito por um minuto a mais. 192 para o corpo. 190 para a violência. 193 para o fogo e o resgate.
Estes números valem no Brasil. 190, 192, 193, 191, 199, 180, 100, 181, 188, 136 e o 0800 722 6001 são linhas brasileiras. Se você está fora do Brasil, os números são outros. Não disque 192 em outro país esperando o SAMU. Não disque 190 esperando a polícia de lá. Antes de precisar, saiba o número local do lugar onde você está. Dentro do Brasil, o 181 não é o mesmo canal em todos os estados. Se não completar, e o perigo é agora, volte ao 190 ou ao 192.
Se a vontade é morrer, leia isto e disque 188.Áudio
Picada de cobra, escorpião, aranha, veneno, agrotóxico
192 é o SAMU. É o número da hora. O 0800 722 6001 é o Disque-Intoxicação da Anvisa: orienta o veneno, não substitui a ambulância nem o soro. O soro só existe no serviço de saúde.
Diga picada de cobra, a hora, o município, se incha, se a pálpebra cai, se a urina escurece, se falta ar. Não espere o bicho. Não corte. Não faça torniquete.
Pessoa passando mal, derrame, infarto, sem ar, desmaio, convulsão, sangramento
192, SAMU. Ambulância. Não é o número da dúvida leve. É o número de quem pode morrer na próxima hora.
Diga onde está, o que vê, se responde, se respira, a hora em que começou. Não desligue até mandarem.
Assalto, agressão, briga, ameaça acontecendo agora
190, Polícia Militar. Viatura. Se você não pode falar, deixe a linha aberta só se isso não te entregar. Não enfrente para filmar.
Diga o endereço, o que está acontecendo, quantas pessoas, se há arma, se alguém está ferido. Se houver ferido, o 192 também.
Fogo, fumaça, gás, desabamento, pessoa presa, afogamento, acidente com vítima no ferro
193, Bombeiros. Resgate. Se a vítima não respira ou sangra muito, ligue também para o 192.
Diga a rua, o ponto de referência, se há fogo, cheiro de gás, quantas pessoas, se estão conscientes.
Acidente ou crime em rodovia federal
191, Polícia Rodoviária Federal. Se há ferido, o 192 não espera a polícia da estrada. Os dois.
Diga a rodovia, o quilômetro, o sentido, quantos veículos, se há ferido ou fogo.
Enchente, deslizamento, árvore, casa em risco
199, Defesa Civil. Se alguém está preso, na água ou ferido, 193 e 192 na mesma hora. Não espere o 199 para tirar gente.
Diga o bairro, se a água sobe, se há gente dentro, se a casa rachou.
Violência contra a mulher
180, Central de Atendimento à Mulher. Orientação e rede. Se a agressão é agora, o 190 vem primeiro. O 180 não substitui a viatura.
Se puder falar: o endereço e se ele ainda está aí. Se não puder, o 190 com a linha aberta, sem discutir.
Criança, idoso ou pessoa com deficiência em violência
100, Disque Direitos Humanos. Se o perigo é nesta hora, 190. O 100 registra e encaminha. Não chega no lugar do socorro.
Diga quem está em risco, onde, e se a violência está acontecendo agora.
Denúncia de crime que não está acontecendo na sua frente
181, Disque-Denúncia, canal anônimo em grande parte do país. Não é o número do assalto agora. Para o agora, 190. Em alguns estados o anônimo usa outro canal. Se o 181 não completar, não insista no lugar da emergência.
Diga o fato, o lugar, sem se expor se não for preciso. Não volte à cena para confirmar.
Crise emocional, vontade de morrer, alguém que fala em se matar
188, CVV. Apoio emocional, 24 horas. Não é polícia e não é ambulância. Se a pessoa já se feriu, não respira ou tomou remédio, 192.
Fale. Fique. Não deixe a pessoa sozinha enquanto liga. Não debata se a dor é real.
Dúvida de saúde que não é emergência
136, Disque Saúde. Informação. Não manda ambulância. Dor no peito, falta de ar, picada de cobra e desmaio não são o 136. São o 192.
Use quando a casa precisa de orientação e ninguém está caindo. Se alguém cai, troque para o 192.